segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Era do Gelo...


Hoje entrámos na era do gelo...isto está que não se pode...entretanto, madrugada, gelada, oito da manhã, A8 com destino ao Tribunal de Alcobaça, divórcio litigioso...guerra....e o mau humor matinal que me caracteriza... nisto envio-lhe uma mensagem, muito a custo, que os dedinhos estavam quase congelados:
B: Amiga, 5º graus...
N: Cada um tem aquilo que merece...21º graus.

(A amizade é assim, tem esta cumplicidade e solidariedade, quase que comovente...), Nisto, logo de seguida:
L: Bom dia linda! para te desejar um excelente dia e mandar um beijo cheio de saudade. (diz ele, recém regressado à minha vida, volvidos quase quatro anos)
B: Afinal, é verdade, cada um tem aquilo que merece...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Estou cansada…

aaa

Há uns anos atrás queimou-se-me o fusível de tanto trabalho acumulado com o Chuckie, o do filme de terror, que na realidade é meu filho.

Hoje, num sítio onde à noite se corre seca e Meca apenas para bater com a cara na porta de restaurantes, onde quase não consigo usar roupa de Inverno e está mal que uma gaja fez o investimento necessário, onde se fecha a única bomba de gasolina existente e se tem de passar o fim-de-semana em contenção,o que até não é grave que eu consigo a proeza de sair de casa de carro a ouvir uma música, ir até ao supermercado, do supermercado ao café e do café de volta a casa sempre a ouvir a mesma música. (E pensam vocês, também quem é que te manda ouvir o Sister Ray dos Velvet Underground… Ou então o Bohemian Rapsody dos Queen? …e note-se que já baixamos 10 min… Não, era uma musiquinha de 3 min. que está a tocar ali ao lado).

E pensava eu que aqui, onde quase nada se passa, teria uma vida tranquila (partes dela, as que realmente interessava que mexessem, continuam paradas) dou por mim no meio de um fogo cruzado a fazer quase tantas coisas como antes (mas pagam-me menos de 1/3 do que ganhava), envolvida em coisas mais significativas que quaisquer faces ocultas (não, não são as da lua) e hoje desci do 9 ½ que nem uso, só porque não consigo correr de saltos, e já mandei uma data de pessoas à merda, porque por tudo isto também quero uma caixa de Robalos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

Miau...


Ir a um centro comercial nesta altura do ano é, na minha modesta opinião, uma visão do inferno...não tenho a mínima paciência para o consumismo natalício, obviamente vale o que vale...adiante, no entanto e porque o tempo tem sido muito escasso, leia-se: trabalhar, trabalhar, sábado, domingo, feriado, dia e noite...enfim, os prazos antes das férias judiciais são sempre a cair, donde, tive mesmo que me aventurar por uma descida aos infernos por pura necessidade. Mal avisto o pequeno demónio, vislumbro uma imensidão de carros ansiosos por entrar no parque de estacionamento, e penso, ok, isto é ir direitinho ao piso mais abaixo possível, porque o pessoal gosta é de estar muito juntinho e andar pouco. Bem pensado, melhor feito, direitinha ao -3, lugares à escolha sem stress. Estacionei. Fiz o que tinha a fazer, sempre com os objectivos bem traçados, rápida e eficaz. Volto ao carro, donde apesar de ainda continuar a existir muitos lugares vazios, o meu fofo já estava cercado de outras viaturas - isto dava um ensaio sociológico, o pessoal adora deixar os carrinhos todos juntinhos, para fomentar amizades, ou porque se iludem a pensar que é mais seguro - pura ilusão - e logo para mim que gosto de espaço...e fiquei de queixo caído ao chegar perto do meu fofo...tinham-me roubado um autocolante da Hello Kitty,..sim, eu tenho um Kittymobil, é o meu lado de menina que de vez em quando dá o ar da sua graça, adiante, mas quem é que se lembra de roubar um triste de um autocolante, que até já estava desfalecido nas suas cores? e digo-vos não foi nenhum ser pequenino e inocente, porque aquela cola é do piorzinho para conseguir tirar, a não ser que o pequeno ser, fosse descendente do Hulk. Olho para o veículo ao lado e observo que estava decorado com cadeirinhas, e penso....Bom a pequena criança achou piada, deve ter feito uma pequena birra e a mamã resolveu arrancar a gatinha do carro alheio...

Isto não lembra ao diabo...ou talvez a aqueles que frequentam o inferno nestes dias, eu quero lá saber do autocolante, choca-me e vai chocar-me sempre as atitudes de mexer no que não é nosso...e quem faz isto por tão pouco....

sábado, 21 de novembro de 2009

Escuto excluida...


Ando triste...os meus melhores amigos dizem-me que têm o tlm sob escuta...já falo com a minha melhor amiga através de códigos, claro que isto já deu para o disparate total nas conversas, porque preocupadas com os senhores das escutas, tentamos ter conversas, digamos, mais interessantes...

Mas será que só eu neste país pidesco é que ainda não tem o telefone sob escuta?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Não mais chorara desde a morte. Os factos, a realidade já não a comoviam, estranhamente...até aquele instante - a única coisa que ainda a surpreendera - a simbologia (não a de Fulcanelli), os acasos, o tabuleiro de xadrez. Tinha saído do mesmo lugar de sempre, onde o deixara com um beijo de cortesia, máscara que a afundara no cheiro que tão bem conhecia - cheirava a miminho quando acordava - cheirava a restos naquele instante. Chovia. Ela andava sozinha pelas mesmas ruas que ainda os atravessavam, era noite cada vez mais cedo e chegara ao mesmo parque de estacionamento, aquele que todos os dias pelas manhãs era cheio de movimento e confusão, estava ali quase vazio, e à medida que se aproximara, de repente, dois carros no mesmo espaço, paralelos, separados por três lugares entre si, um virado a norte, outro, para sul. Os mesmos que outrora dormiram um atrás do outro e rodavam quase sempre na mesma direcção, e agora ali, quase estranhos, para lados opostos, mas ainda no mesmo espaço, ainda demasiado perto. Como eles.
O piano de Michael Nyman tocava naquele instante só para ela, e no entanto, ainda sabia que havia framboesas e morangos debaixo da pele dele.
Perdera apenas a capacidade de o olhar. É na ausência que encontramos o que está mais presente.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Por falar em Pedagogia da frontalidade

Ontem:

- Já sabes o que é imaginar?

- Acho que é quando eu penso que vou bater em alguém...

- Não querido, isso é prever.