sábado, 21 de novembro de 2009

Escuto excluida...


Ando triste...os meus melhores amigos dizem-me que têm o tlm sob escuta...já falo com a minha melhor amiga através de códigos, claro que isto já deu para o disparate total nas conversas, porque preocupadas com os senhores das escutas, tentamos ter conversas, digamos, mais interessantes...

Mas será que só eu neste país pidesco é que ainda não tem o telefone sob escuta?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009


Não mais chorara desde a morte. Os factos, a realidade já não a comoviam, estranhamente...até aquele instante - a única coisa que ainda a surpreendera - a simbologia (não a de Fulcanelli), os acasos, o tabuleiro de xadrez. Tinha saído do mesmo lugar de sempre, onde o deixara com um beijo de cortesia, máscara que a afundara no cheiro que tão bem conhecia - cheirava a miminho quando acordava - cheirava a restos naquele instante. Chovia. Ela andava sozinha pelas mesmas ruas que ainda os atravessavam, era noite cada vez mais cedo e chegara ao mesmo parque de estacionamento, aquele que todos os dias pelas manhãs era cheio de movimento e confusão, estava ali quase vazio, e à medida que se aproximara, de repente, dois carros no mesmo espaço, paralelos, separados por três lugares entre si, um virado a norte, outro, para sul. Os mesmos que outrora dormiram um atrás do outro e rodavam quase sempre na mesma direcção, e agora ali, quase estranhos, para lados opostos, mas ainda no mesmo espaço, ainda demasiado perto. Como eles.
O piano de Michael Nyman tocava naquele instante só para ela, e no entanto, ainda sabia que havia framboesas e morangos debaixo da pele dele.
Perdera apenas a capacidade de o olhar. É na ausência que encontramos o que está mais presente.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Por falar em Pedagogia da frontalidade

Ontem:

- Já sabes o que é imaginar?

- Acho que é quando eu penso que vou bater em alguém...

- Não querido, isso é prever.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ensino

-Ela: Oh pá, vem é para cá trabalhar...estávamos perto e há poucos Advogados, e os que há são uns merdas!
-Adorável filho (escondido a ouvir): Mãe, disseste uma asneira!
-Ela: Oh, J., é asneira mas é mesmo o nome do senhor...
-Eu: Olha lá, andas a regredir...da última vez não irias ver o Panda para castigo, e agora isto...o teu filho vai pensar que existem meninos que se chamam merdas!
-Ela (brilhante): Olha que se chamam, não, mas que são, não duvides!


Assim é a pedagogia...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Há coisas Fantásticas!




Ah que festa....hoje vou sair do escritório antes da meia noite...nem acredito...vou sair calmamente em direcção à minha casa: a A8, facto tão surreal ultimamente, que decidi dedicar-lhe este post.


Seguramente que amanhã tudo terá outra luz...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009