sexta-feira, 22 de maio de 2009

Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telephone,Prevent the dog from barking with a juicy bone,Silence the pianos and with muffled drumBring out the coffin, let the mourners come..
Let aeroplanes circle moaning overheadScribbling on the sky the message He Is Dead,

Put crêpe bows round the white necks of the public doves,Let the traffic policemen wear black cotton gloves..

He was my North, my South, my East and West,My working week and my Sunday rest,My noon, my midnight, my talk, my song;

I thought that love would last for ever: I was wrong..The stars are not wanted now: put out every one;Pack up the moon and dismantle the sun;

Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.

W. H. Auden

terça-feira, 19 de maio de 2009

Varicela/antecedente criminal?

Esclarece a senhora do martelo:

- Às perguntas que lhe vou fazer sobre a sua identificação pessoal, o senhor é obrigado a responder com verdade, (blá, blá, blá), bem com acerca dos seus antecedentes criminais, percebeu?

- Vira-se o ser (já com alguns anos) para a plateia, e pergunta:

Oh mãe, o que é que eu tive, foi varicela não foi?

- Penso, eu com algum esforço: tirem-me daqui, reboquem-me daqui...para onde vai a minha esperança na humanidade...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Em Linha?

Mas porque raio, quando ligamos para alguma instituição ou até mesmo escritórios (supra instituições) e nos dão música, ainda ouvimos estas pérolas:

...A sua chamada encontra-se em fila de espera!?

ou

...A sua chamada encontra-se em linha de espera!?

O simples termo "em espera" diz-vos alguma coisa??

Vossas Excelências, filhos da puta

Cada vez mais me convenço de que esta profissão é muito ingrata...passamos a vida a tentar resolver os problemas dos outros, cheios de prazos em cima de nós, não temos horários, dormimos nos escritórios, aturamos toda a espécie de gente (sendo que os piores ainda são aqueles que outrora andavam de martelos), somos obrigados a ser muito civilizados, direitinhos, e quando ofendemos, dizemos sempre, primeiro, "vossa excelência", somos cada vez mais mal pagos (quando somos), alfabetizamos imensa gente que para aqui aparece com a grande sabedoria popular, convencidos que são donos da razão e de todo o saber, ouvimos as maiores tangas e também as verdades mais cruéis. Se ganhamos somos os melhores do mundo, se perdemos somos os piores do mundo...com isto e muito mais ainda se vai aguentando, o pior surge quando nós, temos problemas, (por mais incrível que pareça...)e aí é quando percebemos que temos uma responsabilidade deste mundo e do outro (que é o mundo das pessoas que carregamos) e que não nos podemos dar ao luxo de parar, sem que um bola de neve nos atropele.
E para quê?
Eu sei, minha querida amiga, que sempre te esforças-te imenso, que dormiste naquele escritório de escravos, que te faltou a respiração, que tiveste dores no diafragma, que perdeste dias do sorriso do teu filho, e que por isso tudo é muito triste ainda levares com isto, mas não poderia deixar de te dizer, que sempre foste brilhante e que esta profissão precisa é de pessoas como tu.
E em resposta à tua mensagem, digo-te: apesar de tudo, não tenho dúvidas que nasceste mesmo para isto!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Labirinto

Vejo os barcos dos pescadores que brilham na noite sobre o mar como pequenas estrelas líquidas. Devoro morangos. Entro no quarto sem te acordar para te ver dormir. Repito para dentro as palavras que me ensinaste. As coisas à minha volta sofrem metamorfoses. Gostava de ir dormir na praia frente ao mar que te pertence.
Receio a tua cólera. Não suporto mais seguir-te no teu labirinto. Sacrificas-me. Deixei-te por duas vezes, voltei duas vezes. Estás em mim como uma ferida.
Não devia ter vindo. Não nos entendemos. O nosso desejo, o nosso prazer são dolorosos. Fazes-me mal e pedes-me para não gritar. Ainda ousas dizer que te pertenço. Desintegro-me nos teus braços. Disformo-me. Bebo aguardentes que me queimam. Começo a odiar-te. Há um polvo morto sobre o mármore da cozinha. Continuo ao mesmo tempo a amar-te desmedidamente.

P.P.

quinta-feira, 7 de maio de 2009


«A vida define-se pelas oportunidades... mesmo aquelas que se perdem.» BENJAMIN BUTTON